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Roubo a idoso termina com cinco prisões em Alterosa

A ocorrência aconteceu na madrugada deste sábado.

Publicado em 24/06/2019
Por Polícia Militar - Alterosa

Na madrugada deste sábado, a Polícia Militar recebeu denúncia informando que estava ocorrendo um tumulto na via pública, sendo que o motivo da confusão seria o roubo cometido a um idoso residente no bairro Cruzeiro.

Após levantamentos, os militares conseguiram descobrir o endereço da vítima, sendo que ao perguntá-lo, este relatou que realmente havia sido roubado por um indivíduo já conhecido no meio policial. Entretanto, disse aos policiais que não precisavam fazer nada com relação ao fato, uma vez que seu filho e outros indivíduos já haviam ido atrás do autor para resolver a situação.

Os militares, então, se dirigiram para o endereço do autor a fim de tomar as providências legais relativas ao crime, conforme obriga o código penal. Lá chegando, nas proximidades da casa, os policiais depararam com um veículo em atitudes suspeitas, estando ele ocupado por quatro homens, três deles com passagens pela justiça. Ao serem abordados pela PM, foi localizado com o condutor do veículo, posteriormente identificado como filho da vítima do roubo, um revólver calibre 38, carregado com cinco munições. Dando continuidade às buscas, os militares encontraram no chão do carro, um revólver calibre 32, também com munições. Questionados quanto à propriedade das armas, o condutor do veículo disse que uma delas lhe pertencia, sendo que a outra havia sido roubada de seu pai naquela mesma data.

Visando esclarecer a situação, os policiais se dirigiram até a casa do autor do roubo, momento em que o localizaram com diversos ferimentos. Perguntado, disse aos militares que realmente havia cometido o roubo ao idoso, mas que depois disso, alguns indivíduos ligados ao crime no bairro Cruzeiro, teriam ido até sua casa e o agredido, recuperando parte dos objetos que levou. Questionado quanto aos nomes, disse que não delataria ninguém, porque senão seria morto por eles, que o ameaçaram.

Como um dos abordados no veículo já era conhecido pela influência criminal no município, tendo saído recentemente da prisão pelo mesmo tipo de crime, os policiais dialogaram novamente com os envolvidos, instante em que confessaram a prática da tortura sob o pretexto de fazer justiça pelas próprias mãos. Assim como ocorreu com o autor do roubo, os quatro foram presos em flagrante delito pelos crimes cometidos e apresentados à Polícia Civil.

Com exceção do filho da vítima, todos os demais envolvidos já cumpriram pena em presídios da região, sendo que dois deles se encontravam beneficiados com o regime de prisão domiciliar, onde deveriam estar no momento dos crimes.

Apesar de, em tese, haver justificativa para a conduta adotada pelos ocupantes do veículo, não é aconselhável agir de tal forma, uma vez que a justiça não reconhece o ato como legítimo e pode enquadrar os autores no crime de tortura, cuja pena é maior que a do roubo, delito praticado pelo primeiro autor.

Além disso, segundo a Polícia Militar, na maioria dos casos os criminosos tidos como "justiceiros" são pessoas envolvidas com o tráfico de drogas, agindo desta maneira a fim de que a presença policial na região em que atuam seja reduzida, possibilitando a venda de entorpecentes de maneira teoricamente mais tranquila. Ganham também desta maneira, a confiança da sociedade, que passa a achar o tráfico de drogas, crime abominável e que destrói famílias, uma coisa totalmente normal. Portanto, quando o cidadão de bem opta por procurar esse tipo de pessoa ao invés da polícia, toda a comunidade pode estar pagando um preço muito mais alto pela solução do problema.