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Pai e filho são presos suspeitos de venda de medicamentos abortivos em Poços de Caldas, MG

Operação “Anjos da Morte” teve primeira fase em junho, quando um homem foi preso.

Publicado em 06/08/2019
Por G1 Sul de Minas.

A Polícia Civil prendeu pai e filho suspeitos de participação nas vendas de medicamentos abortivos em Poços de Caldas (MG). A suspeita é que eles faziam a distribuição do medicamento Cytotec.

As prisões são parte da segunda fase da Operação Anjos da Morte, que começou em junho. Na época, um homem foi preso e apontado pela polícia como responsável pela venda dos medicamentos abortivos pela internet.

Segundo a polícia, os presos nesta segunda-feira (5) têm 59 e 33 anos. O pai foi apontado pela polícia como o responsável por negociar as vendas diretamente com as clientes.

Na casa dele, foram encontradas 27 cartelas do medicamento sem os comprimidos, além de três cápsulas intactas. O homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

Já o filho seria o responsável por distribuir pessoalmente as entregas às compradoras. Os presos foram levados para a Presídio de Poços de Caldas.

"A partir das primeiras informações, conseguimos identificar a participação de outros envolvidos. Um deles, preso na data de ontem, que estava envolvido na organização, aparentemente num nível hieráquico superior que o preso em junho", explicou o delegado Cleyson Brene.

Ainda segundo o delegado, os comprimidos serão periciados pela Polícia Civil em Poços de Caldas e levados para Belo Horizonte, para um exame definitivo.

Anjos da Morte

 

Segundo as investigações, o medicamento Cytotec contém substância proibida que consta na portaria 344/1998, da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). A polícia apurou que o produto era anunciado pela internet e depois vendido por negociações em aplicativo de mensagens.

Em junho, na primeira fase, o preso de 47 anos, estava com quatro comprimidos. O medicamento era vendido para várias partes do país, com o produto colocado dentro de envelopes bancários, depois em outros envelopes, que eram enviados pelos Correios.

Nas negociações, o suspeito chegava a devolver o dinheiro quando a cliente relatava que o procedimento não tinha dado certo. De acordo com a polícia, o grupo agia há um ano e meio e teria atendido cerca de 20 mulheres.

A polícia não descarta a participação de mais pessoas no esquema de vendas. As mulheres que compraram o medicamento também devem ser investigadas.