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A RÉGUA DE MEDIÇÃO

Publicado em 31/08/2017 por Rev. Vitor Correia


“Ele é ligeiramente calvo, não sabe atuar e dança muito pouco”. Esta avaliação da Metro Goldwyn Mayer permanecia sobre a lareira do maravilhoso ator e bailarino Fred Asteire. Ele não foi o único, pois, o professor de Beethoven acreditava que ele não tinha futuro algum como compositor. E o que falar de Walt Disney, despedido de um jornal por ser pouco criativo e ter poucas ideias.

Somos, o tempo todo, avaliados e julgados. Os critérios variam, bem como os objetivos. E quantas não foram as vezes em que nossos doutos juízes exigiram de nós aquilo que eles mesmo não tinham ou jamais conseguiriam?

Albert Eistein até quatro anos de vida não falava e só começou a escrever aos sete anos de vida. Um de seus mestres dizia que ele era lento e divagador. A Escola Politécnica de Zurich o recusou por incapacidade. O pai do escultor Auguste Rodin dizia que seu filho era um idiota e seu tio dizia que era perda de tempo investir em sua formação.  Por três vezes ele foi reprovado na prova de admissão à Escola de Belas Artes.

No relato bíblico do evangelista Lucas, no capítulo 21, todos olham os que depositam valores no gazofilácio do templo. Uma viúve pobre dá cerca de  vinte centavos, enquanto outros dão grandes quantias. Quem deu mais? Ora, o juízo imediato que se pode ter de tal cena é que, obviamente, os vinte centavos que ela deu não valiam de nada. Qualquer um observador ali chegaria a essa óbvia conclusão. Porém, entre aqueles que observavam a cena, estava Jesus. E Ele disse: “Ela deu mais que todos os outros deram”. Isso deve ter soado como uma piada aos ouvidos dos doutos e entendidos juízes do fato.

Acontece que a diferença não está no que se vê, mas em como se vê. Jesus não vê a aparência. Ele vê o coração. A sua régua de medição é extensa. Sua avaliação é imensa. Ele viu além da aparência. Mediu além dos cifrões. Pôde ver naquela pobreza material o grande valor espiritual. Encontrou na pobreza a riqueza do coração.

Não permita que as impressões e julgamentos alheios sejam fortes o bastante para afetar sua vida. Você vale muito mais do que os olhos podem ver. Em seu coração há riquezas que só o Criador que prescruta o mais íntimo do nosso ser pode perceber. Sim! Você tem grande valor para Deus! Que Ele abençoe sua vida!

Rev. Vitor Correia

Pastor da Igreja Presbiteriana Independente de Areado