Notícias Areado

Opiniões


FIDELIDADE NAS PEQUENAS COISAS

Publicado em 12/09/2018 por Ademir Almeida


Quem não deseja ter um empregado que, na ausência do patrão, se porta de modo responsável em suas tarefas? Quem não deseja ter um relacionamento que, mesmo com ausência do cônjuge, o outro porta-se de modo respeitável e fiel? Todos nós passamos por momentos perigosos em que a nossa fidelidade ao que é certo e honesto é testada. A pergunta é: nessas situações, temos sido aprovados ou reprovados? O ser humano tem a tendência de se revelar quando se encontra sozinho, quando ninguém está lhe observando. Muitas vezes, por mais que se esforcem, alguns não conseguem ser fiéis ao que é certo. Lucas 16:10 diz que: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito, e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.” Mas há também os que conseguem prevalecer. José foi um homem fiel e íntegro (veja parte de sua história em Gênesis 39:1-23). Por ser invejado por seus irmãos, ele foi jogado em um poço vazio e sem água (Gênesis 37:24). Logo após este fato, José foi para no Egito, vendido como escravo aos ismaelitas que posteriormente o venderam a Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda (Gênesis 37:24-36). Eis aí um jovem que tinha motivos de sobra para se revoltar contra os irmãos e contra sua difícil realidade. Mas apesar de ser rejeitado por parte da família, Deus amava José e tinha um grande plano para sua vida. Na casa de Potifar, ele se tornou  administrador de seus bens. Gênesis 39:4 nos diz que Potifar confiou a José tudo o que possuía. Fidelidade leva a novas oportunidades e responsabilidades. José fazia a diferença onde se encontrava. Por quê? Porque Deus estava com ele. José não era um homem religioso, ele era um homem que tinha relacionamento com Deus. Era um homem transformado. Por causa da honestidade de José até a casa de Potifar foi abençoada. Até mesmo na área sexual José permaneceu íntegro aos princípios do Senhor, mesmo sendo solteiro, atraente e de boa aparência. Certa vez, a mulher de Potifar o cobiçou e o convidou para uma aventura amorosa. Ele se recusou mesmo diante da insistência dela. O momento era tentador, ninguém estava olhando, mas José disse não, pois ele tinha temor a Deus. Foi por temor e amor ao Senhor que ele recusou um convite em que infelizmente muitos estão enlaçados nos dias de hoje. Apesar de ter tomado esta atitude tão admirável, José passou por situações constrangedoras e injustas mais tarde, mas no final de sua história, Deus o honrou de modo grandioso. Vale a pena ser fiel nos mínimos detalhes. Vale a pena se portar de modo conveniente e digno em situações de tentação. José foi fiel. Com seu testemunho de vida, Deus foi glorificado. Será que isto acontece em sua vida? O Deus que você serve está aprovando ou não suas atitudes? Com muito ou pouco dinheiro, com aplausos ou sem aplausos, promovido ou não no emprego, seja fiel em todas as circunstâncias, pois todo grande sucesso é fruto de um pequeno sucesso, cuidado com fidelidade. Gostaria de compartilhar esta história: Numa noite tempestuosa há muitos anos atrás, um senhor idoso e sua esposa entraram no saguão de um pequeno hotel em Filadélfia. O homem levou a esposa até uma poltrona e depois dirigiu-se à recepção: “Todos os grandes hotéis da cidade estão cheios. Por favor, vocês teriam um lugar para nós”? O funcionário explicou que, como se realizavam três convenções na cidade, não havia nenhum quarto disponível em nenhum lugar. “Todos os nossos quartos também estão cheios, disse ele. Todavia, não posso deixar um casal simpático como vocês sair na chuva a uma da manhã. Estariam dispostos a dormir no meu quarto”? O homem replicou que não gostaria de privá-lo de seu quarto, mas o recepcionista insistiu: “Não se preocupe, eu me arranjo”. Na manhã seguinte, ao pagar a conta, o velho disse ao rapaz: “Você é o tipo de pessoa que deveria gerenciar o melhor hotel do país. Talvez um dia construa um para você”. O rapaz olhou para o casal e sorriu. Os três acabaram rindo e muito. A seguir ele os ajudou a levar as malas até a rua. Dois anos se passaram, e o recepcionista já se esquecera do incidente, quando recebeu uma carta daquele senhor. Nela ele relembrava a noite de tempestade e incluía uma passagem de ida e volta a Nova Yorque. Quando o moço chegou a Nova Iorque, o homem levou-o à esquina da Quinta Avenida com a rua Trinta e Quatro e apontou para um enorme prédio, um verdadeiro palácio de pedras avermelhadas com torres e vigias, como um castelo de fadas elevando-se até o céu. “Este, disse o homem, é o hotel que acabei de construir para você tomar conta”. “O senhor deve estar brincando” - falou o jovem, sem saber se devia ou não acreditar nas palavras do outro. “Não estou brincando não” - respondeu o outro com um sorriso travesso. “Afinal de contas quem é o Senhor”? “Meu nome é William Waldorf Astor. Estamos dando ao hotel o nome de Waldorf Astoria e você vai ser seu primeiro gerente”. O nome do rapaz era George C. Boldt, e essa é a história de como ele saiu de um pequeno e medíocre hotel em Filadélfia para tornar-se gerente do que era então um dos hotéis mais finos do mundo. Lembre-se: “todo grande sucesso é fruto de um pequeno sucesso, cuidado com fidelidade.”

Ademir Almeida

Psicólogo e Missionário na IPI – Parque dos Pássaros em Areado-MG.

Canal Youtube http://www.youtube.com/c/ademiralmeidavideos?