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Suicídio: como evitar esta tragédia?

Publicado em 07/04/2018 por Ademir Almeida


Este assunto é vasto e extremamente importante em sua abordagem. Só para termos uma ideia da gravidade do problema, cerca de 11 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos no Brasil, segundo o agenciabrasil.ebc.com.br.

Como podemos perceber, os dados são assustadores, tornando-se, assim, um grave problema de saúde pública. Mas por que será que muitos cometem suicídio? Existem diversos fatores. Entre vários motivos, existe a questão do desespero e a desesperança. Na Bíblia, há o relato de um agente carcerário que tentou se matar ao supor que os presos haviam fugido, enquanto ele dormia no trabalho (Atos 16:26-31). Ao ser avisado por Paulo que todos os presos estavam ali, o carcereiro desejou ser salvo em Cristo. Tudo que aquele homem precisava era de uma solução para sua aflição. Paulo apresentou Cristo para ele, que foi a verdadeira resposta para seu problema. Um suicídio foi impedido, uma vida foi salva. Neste caso, esse homem tentou tirar a vida com suas próprias mãos. Há casos em que muitos não tem coragem de tirar a própria vida, mas desejam ardentemente morrer, encontrando-se numa situação de desesperança em relação à vida. Elias passou por este momento, pois estava se sentido sozinho e ameaçado de morte. Tudo que ele precisava era ser fortalecido por Deus e caminhar com alguém. Deus interveio em seu sofrimento, preparando Eliseu para estar com ele. (1 Reis 19:4,11, 19-21). Os estudos sugerem que a prevalência de suicídio se dá no sexo masculino, independentemente da idade.

As pessoas estão precisando de ajuda e necessitam urgentemente de acolhimento. Para isto, é fundamental que haja uma equipe multidisciplinar de amparo às pessoas que padecem em variados tipos de transtornos depressivos, psicopatológicos e problemas interpessoais. Parece irônico pensar que muitos, apesar de terem status, fama, poder social e aquisitivo, ainda tentam partir para o suicídio. Geralmente, alguns estão resolvidos por fora, mas por dentro, doentes. Na verdade, eles enfrentam uma dor psicológica insustentável, partindo então, para a abreviação da vida. O suicídio tem uma correlação com a depressão. Muitos não suportam o momento de desesperança e desespero, que resultam nesta trágica morte.

Mas como podemos ajudar as pessoas que estão prestes a tirar sua própria vida? Como evitar esta tragédia, que às vezes é “silenciosa e iminente”? Quais são as contribuições que podemos oferecer? Devemos estar atentos às pessoas que apresentam certos indícios deste transtorno psicossocial. Ao detectarmos alguém com algum comportamento suicida, é preciso termos sabedoria para lidar com tal situação e identificar a origem, seja no campo espiritual ou psicológico. Seja qual for a natureza e origem do suicídio, é preciso lembrar que o Senhor Jesus pode curar, restaurar e fortalecer qualquer pessoa que vive sob as pressões da vida. Mateus 11:28 diz: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”

O aconselhamento coerente e o acompanhamento mais de perto, de forma que o indivíduo compreenda que não está mais sozinho, podem surtir efeitos positivos. Se o aconselhamento tem foco em relação a sua espiritualidade, é necessário fazer com que o sujeito deprimido venha ter uma visão melhor a respeito do amor e propósito de Deus em relação a sua vida. Através do relacionamento as pessoas podem ser curadas emocionalmente. A empatia, a escuta ativa e outras técnicas que interagem com o sujeito são recursos indispensáveis.

Profissionais como psicólogos e psiquiatras são essenciais em tais situações. É necessário que todo indivíduo que sofre com algum transtorno com ideias suicidas venha a ter um acompanhamento psicoterapêutico. Com isto, o sujeito se sentirá mais seguro e acolhido e, assim, uma tragédia poderá ser evitada.

Ademir Almeida

Psicólogo e Missionário na IPI – Parque dos Pássaros em Areado-MG.

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