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Revertendo potencial turístico em atratividade turística para o município, com Hugo Mião


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Descrição: O turismo pode ser considerado uma atividade transformadora do espaço.

Caros leitores e caras leitoras, em minha última coluna falamos um pouco sobre potencial turístico e sobre como este potencial pode ser revertido em atratividade turística para um município. Hoje, falaremos sobre como esta atratividade pode ser trabalhada para que possa proporcionar desenvolvimento aos municípios que se aproveitam desta atratividade.

O turismo é uma força econômica das mais importantes do mundo. Nele ocorrem fenômenos de consumo, originam-se rendas, criam-se mercados nos quais a oferta e a procura encontram-se. Os resultados do movimento financeiro decorrentes do turismo são por demais expressivos e justificam que esta atividade será incluída na programação da política econômica de todos os países, regiões e município (FERREIRA; COUTINHO 2002).

O turismo pode ser considerado uma atividade transformadora do espaço, uma que necessita da existência de uma organização dentro do setor que promove as viagens e beneficia os locais receptores, pelos meios que utiliza e pelos resultados que produz. A atividade aproveita os bens da natureza sem consumi-los, nem esgotá-los; emprega uma grande quantidade de mão-de-obra; exige investimento de enormes somas de dinheiro; gera rendas individuais e empresariais; proporciona o ingresso de divisas na balança de pagamentos; origina receitas para os cofres públicos; produz múltiplos efeitos na economia do país, valoriza imóveis e impulsiona a construção civil.

Os resultados que a atividade turística são capazes de obter, decorrem da movimentação econômico-financeira pelo deslocamento de pessoas de seu local habitual de residência para outros, desde que esse deslocamento seja espontâneo e de permanência temporária.

A presença dos turistas leva o Poder Público a adaptar seu comportamento às novas necessidades. Não são mais aceitas falhas no fornecimento de água, luz, rede de esgoto e o recolhimento do lixo. É necessário que a localidade tenha boa pavimentação e sinalização.

O turismo tem efeito direto e indireto na economia de uma localidade ou região. Os efeitos diretos são os resultados das despesas realizadas pelos turistas dentro dos próprios equipamentos e de apoio, pelos quais o turista pagou diretamente. Os efeitos indiretos do turismo são resultantes da despesa efetuada pelos equipamentos e prestadores de serviços turísticos na compra de bens e serviços de outro tipo. Trata-se de um dinheiro que foi trazido pelo turista , mas que será gasto por outrem que o recebera do turista em primeira mão. Numa terceira etapa de circulação do dinheiro do turista estão os efeitos induzidos, que são constituídos pelas despesas realizadas por aqueles que receberam o dinheiro dos prestadores dos serviços turísticos e similares (BARRETO, 1995).

O setor público beneficia-se da atividade de duas formas: indiretamente, através dos impostos que arrecada da empresa privada, e diretamente, pelas taxas que cobra dos turistas, como visita à atrativos, etc.

O dinheiro que entra através da atividade multiplica-se na economia traduzindo-se em:

  • Aumento da urbanização;
  • Incremento das indústrias associadas à atividade;
  •  Incremento da demanda de mão-de-obra para serviços;
  •  Incremento da indústria de construção;
  •  Aumento da demanda dos produtos locais desde hortifrutigranjeiros até artesanato.
  •  Incremento da entrada de divisas para equilibrar a balança comercial;
  •  Maior arrecadação de impostos e taxas.

Este efeito multiplicador é produzido pela sucessão de despesas que tem origem no gasto do turista e que beneficia os setores ligados direta e indiretamente ao fenômeno turístico local.

Na próxima coluna, abordaremos um assunto de extrema relevância para cada município: As políticas públicas que cada localidade pode executar, que auxiliam na geração do fenômeno turístico. Até lá.

 

Referências Bibligráficas

  • BENI, Mario Carlos.  Análise do desempenho do sistema nacional de turismo instituído na administração pública. Tese de Livre-Docência da Escola de Comunicações e  Artes da Universidade de São Paulo, 1991;
  • FERREIRA, L. F., COUTINHO, M. C. B. Ecoturismo: visitar para conservar e desenvolver a Amazônia. Brasília, DF: MMA/SCA/Proecotur, 2002. 52 p;
  • BARRETO, Margarita. Manual de iniciação ao estudo do turismo. Campinas, Coleção Turismo, Editora Papirus, 1995;