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Saiba alguns termos técnicos e as definições de Turismo, por Hugo Mião


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Descrição: Saiba alguns termos técnicos e as definições de Turismo, por Hugo Mião

Olá caro leitor e cara leitora, hoje, daremos continuidade ao nosso bate papo semanal sobre turismo, seus braços e suas peculiaridades. Mas, para que toda a informação que passaremos ao longo dos artigos semanais seja eficiente, compartilharei com vocês termos técnicos, definições e citações de grandes pesquisadores do segmento de turismo no Brasil. Então, como falaremos de turismo, sem sabermos qual a definição correta de turismo que é defendida hoje pelos pesquisadores? Para deixar tudo um pouco mais fácil, começo com as seguintes definições:

 

Segundo Oscar de La Torre (1992):

 

O turismo é um fenômeno social que consiste no deslocamento voluntário e temporário de indivíduos ou grupos de pessoas que, fundamentalmente por motivos de recreação, descanso, cultura ou saúde, saem de seu local de residência habitual para outro, no qual não exercem nenhuma atividade lucrativa nem remunerada, gerando múltiplas inter-relações de importância social, econômica e cultural, p. 52

 

Já para Bissolli (1999):

o turismo é um fenômeno social e econômico que gera movimentações de pessoas e transformações do local onde ele acontece. A atividade turística ocorre quando há deslocamento da residência habitual, devido a diversas motivações. É uma atividade que consome o espaço geográfico, p. 110

 

BARRETO (1995) diz que o turismo, portanto, é um ato praticado por pessoas que realizam uma atividade específica de lazer, fora das suas respectivas cidades, e se utilizam, para atingir seus objetivos, de equipamentos e serviços cuja prestação constitui um negócio.

“A inserção das atividades turísticas no rol das grandes fontes de divisas para os países tem adquirido espaço no planejamento moderno e na elaboração de planos de desenvolvimento de diversas regiões da Terra, sendo considerada uma alternativa importante de utilização econômica do ambiente, sem a necessidade de alterá-lo, esgotá-lo ou destruí-lo.” (Pirolli, 2007, p 33)

Mathieson e Wall (1990, p; 68) citam algumas características peculiares do turismo, que são identificadas e com certeza ajudam na compreensão da sua atual organização:

“Como o turismo é uma indústria invisível de exportação instável estacional e como produto, não armazenável, o vêm a ser produto fragmentado, integrado diretamente com a economia e afetado por outros setores desta;

Ao implicar quase que diretamente em férias e ou tempo de ócio, cria-se grandes diferenças entre o sujeito da atividade e a comunidade receptora, estando assim, demarcadas suas relações por um caráter transitório e desigual.

A sazonalidade do turismo tende a ser mais desorganizada que a maioria das atividades constantes durante o ano, criando flutuações no emprego e exacerbando as tensões sociais que existem entre os grupos: receptores e comunidade receptora x visitantes.

Bissoli (2002) afirma que o turismo deverá ser a maior indústria do mundo no presente século, isso devido aos seguintes fatores:

  • Avanço tecnológico, que permitirá a redução de custos de transporte entre os países;
  • Aumento do tempo de férias remuneradas, o que permite o deslocamento para outros países;
  • A globalização da informação;
  • Incremento e aumento da qualidade na prestação de serviços.

Mas para isso Krippendorf (1989, p. 12), afirma que a política de turismo precisa de mudanças:

{..} é preciso que o turismo se modifique, torne-se melhor. Nossa análise foi mais de que explícita a este ponto {...} Caberia desenvolver formas de turismo que tragam maior satisfação possível a todos os interessados – viajantes, viajados e empresas – mas que não estejam ligados a inconveniências inaceitáveis, sobretudo nos níveis ecológico e social. 

 

Segundo raciocínio de Beni (2007, p. 136) determinadas formas de turismo, dependem exclusivamente de recursos naturais não renováveis e devido às diversas conseqüências causadas pela exploração sem precedentes desses recursos, atualmente têm aumentado a preocupação mundial com o uso racional dos mesmos, uma vez que o homem, no decorrer da história, utilizou destes recursos de forma indiscriminada, vem descobrindo nos últimos tempos, que como fruto de suas ações, tais recursos encontram-se esgotados e destruídos em determinadas regiões da Terra. Procura-se hoje o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias que permitam o uso dos recursos naturais sem, no entanto, destruí-los.

Ainda segundo Beni (2007, p. 138), “como atividade econômica, o turismo deve priorizar a sustentabilidade da comunidade e dos diversos fatores envolvidos, para que esta se torne duradoura e proporcione os resultados esperados”.

Com tudo que falamos nesta semana, tenho a certeza de que você leitor e você leitora já conseguiram formatar suas próprias definições e seus próprios entendimentos sobre o que é turismo e como ele é praticado de diversas formas.

Na próxima semana, continuaremos nossa conversa abordando outro assunto de fundamental importância: o potencial turístico e suas possibilidades regionais.

Até lá...

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

  • BARRETO, Margarita. Manual de iniciação ao estudo do turismo. Campinas, Coleção Turismo, Editora Papirus, 1995.
  • BENI, Mário Carlos. Análise estrutural do turismo. 8. Ed. São Paulo: SENAC, 2007.
  • BISSOLI, Maria Ângela Marques Ambrizi. Planejamento turístico municipal com suporte em sistemas de informação. 3. ed. São Paulo: Futura, 2002.
  • KRIPENDORF, J. Sociologia do turismo: para uma nova compreensão do lazer e das viagens. Rio de Janeiro, Civilização Brasileiro, 1989
  • MATHIESON, A. & WALL, G. Turismo: repercusiones econômicas, físicas y sociales. México, Trilhas, 1990.
  • PIROLI, Edson Luís. Geoprocessamento aplicado ao manejo sustentável do meio ambiente. Organizado por Sidney Osmar Jadoski. Manejo sustentável do meio ambiente; Unicentro, 2007.
  • RUSCHMANN, Doris. Planejamento Turístico. Barueri.  Manole, 2006.
  • TORRE, Oscar de la. Apud IGNARRA, Luiz R. Fundamentos do turismo. São Paulo, SP: Pioneira, 1999 p. 24.